Contexto
A Materialize desenvolvia, com um cliente, o MVP de um aplicativo de gestão de obras. O objetivo era explorar uma solução digital feita para as necessidades de quem trabalha na construção civil e validar o conceito com usuários reais.
Num design sprint de uma semana, o time construiu um protótipo e fez pesquisa para entender como a solução entraria no dia a dia das pessoas.
Pergunta de pesquisa: como esse app se encaixa num trabalho físico, feito no canteiro, e o que pode impedir o uso?
Abordagem
Em vez de avaliar o produto isolado, fui a um canteiro de obras observar o ambiente de trabalho e como as pessoas usariam o aplicativo ali.
Olhei para as restrições práticas de usar tecnologia num trabalho fisicamente exigente.
Descobertas
A impressão digital não era confiável no canteiro.
O app previa entrar com a impressão digital. Mas quem trabalha na obra se corta e machuca as mãos com frequência, o que pode tornar a leitura da digital falha ou incômoda.
Uma interação simples pode virar barreira.
Uma interação que parece óbvia vira problema quando não considera as condições físicas de trabalho de quem usa.
Resultado
O achado colocou em questão a autenticação por impressão digital e levou o time a discutir o reconhecimento facial como alternativa.
Na semana do sprint, o time construiu o protótipo do MVP e validou o conceito com usuários reais. A pesquisa trouxe evidência de contexto para avaliar a proposta diante da realidade da obra.
O caso mostra o que a pesquisa contextual encontra e uma entrevista fora do ambiente de trabalho não encontraria.
Alguns detalhes foram simplificados por confidencialidade.