Contexto
A Gameram é um app social em que gamers encontram pessoas para jogar. Nas entrevistas, o pedido por um modo escuro voltava sempre: os gamers contavam que jogam principalmente à noite e que o tema claro cansava os olhos.
Trabalhei com o designer, o CPO e o time de analytics, que forneceu os dados, com usuários do Brasil, da Argentina, do México e dos Estados Unidos.
“I love dark mode so much. Light mode at night makes my eyes ache.”
Participante dos Estados Unidos, 23 anosPergunta de pesquisa: o modo escuro é uma prioridade real, como construí-lo bem e ele muda o comportamento de quem usa o app?
Abordagem
Cada fase do produto tinha uma pergunta diferente. Escolhi o método pela pergunta.
Descobertas
Novos usuários com modo escuro converteram 30% mais.
No teste A/B, novos usuários com tema escuro converteram 30% mais do que os com tema claro. O cálculo usou dados de produto e foi validado com o analista de dados. O achado da descoberta se confirmou no experimento.
Depois do lançamento, o design funcionava.
O app acompanhou o tema do celular na hora, ninguém encontrou elementos “invisíveis” no chat e todos completaram o caminho de 4 passos até a opção: Perfil, Configurações, Aparência, Tema escuro.
O problema real era saber que a opção existia.
Muita gente simplesmente não sabia que podia trocar o tema. Entre quem conhecia a opção, 74% usavam o modo escuro, contra 54% de quem não conhecia.
O modo escuro foi a primeira escolha nos quatro países.
Na survey com cerca de 650 usuários, entre 57% e 62% preferiam o tema escuro em cada mercado. Os principais motivos foram conforto para os olhos e economia de bateria.
Resultado
A pesquisa orientou o modo escuro em todas as fases e mostrou o próximo passo: divulgar a opção, não mexer na usabilidade.
Um bug e temas de chat que não combinavam com a paleta escura foram para o backlog, com evidência clara.
Alguns detalhes foram simplificados por confidencialidade.